Exame objectivo

O exame objectivo dum doente com uma suspeita de RA incide nos olhos, nariz, ouvidos, faringe e pulmões. A mucosa nasal apresenta-se pálida e edemaciada e azul acinzentada quando o edema é intenso. Podem também observar-se cornetos edemaciados, pólipos e corrimento transparente não purulento (um esfregaço nasal revela predomínio de eosinófilos). Numa criança com RA, é comum o achado da "saudação alérgica" — um sulco transversal no nariz que resulta de esfregar repetidamente o nariz.

O exame ocular pode revelar uma irritação ou hiperemia conjuntivais subtis e círculos escuros por baixo dos olhos ("olheiras alérgicas"), que são devidos a estase venosa. Os exsudados observados nas comissuras palpebrais internas e externas podem ser purulentos, como na conjuntivite infecciosa. Observam-se linhas ou pregas acentuadas (linhas de Dennie-Morgan) imediatamente por baixo do bordo das pálpebras inferiores. Pode observar-se uma OMD durante a observação do ouvido.

Ao examinar a faringe, pode observar-se um palato muito arqueado. A hipertrofia do tecido linfóide pode dar um aspecto em pedra de calçada à face posterior da faringe. Geralmente pode ver-se uma rinorreia posterior distalmente em relação ao palato mole (esta causa frequentemente tosse). Nos pulmões, a pieira pode acentuar uma forte relação entre a asma e as alergias.

Exames de rastreio

Um teste de rastreio preliminar ajuda-o a determinar se uma pessoa tem uma alergia e também a distinguir entre a RA e a rinite não alérgica (RNA). Um teste de rastreio não determina alergénios específicos que causam a doença e tem sensibilidade e especificidade limitadas.

Existem 4 testes de rastreio: a IgE sérica, a citologia nasal, e eosinofilia sérica e os testes multialergénicos in vitro. Os resultados da IgE sérica estão elevados na maioria dos doentes atópicos; cerca de um terço tem níveis normais. Além disso, cerca de 20% dos doentes não atópicos têm níveis elevados, pelo que este teste tem um valor limitado devido à sua má sensibilidade e especificidade.

A citologia nasal é popular para teste no consultório devido à sua simplicidade e baixo custo, mas a sua baixa sensibilidade levanta questões acerca do seu uso por rotina. O teste pode ser útil na distinção da RNA com síndrome eosinofílica (RNASE) de outras causas de RNA. Os doentes com RNASE apresentam sinais e sintomas que `simulam a doença alérgica mas não têm um alergénio identificável e têm resultados negativos nos testes cutâneos. Quando estes doentes estão sintomáticos, um esfregaço nasal com mais de 10% de eosinófilos confirma o diagnóstico de RNASE. O rastreio com os eosinófilos séricos não é custo-eficaz devido à sua baixa sensibilidade e especificidade.

Os testes de rastreio multialergénicos constituem a opção de rastreio mais sensível e específica. Nestes testes in vitro pode ser medida a sensibilidade do soro a uma mistura de alergénios e os resultados são dados como positivos ou negativos.