Devido ao aumento da resistência das vias aéreas, a maioria dos doentes com RA ressona e dorme mal. A prevalência de cefaleias e enxaquecas está também aumentada nesta subpopulação.
A RA pode ter um impacto negativo na aprendizagem e nas capacidades cognitivas. É encontrada em até 50% das crianças com OMD e uma importante complicação desta última é a disfunção da trompa de Eustáquio (DTE). As crianças com OMD e RA têm uma maior incidência de DTE do que as que têm OMD isolada. A OMD não tratada nas crianças pode levar a perda de audição e a dificuldades de aprendizagem. A obstrução nasal associada à RA leva à respiração pela boca, que pode levar a um palato muito arqueado, assim como a uma protrusão do maxilar inferior e a uma oclusão deficiente da boca, aumentando a necessidade de ortodontia.
Numerosos estudos demonstraram uma melhoria nos doentes com asma quando a sua RA é controlada ou tratada. De facto, quando um doente com asma é referenciado para um especialista, a primeira questão a ter em consideração é se o doente tem uma RA concomitante e, caso tenha, ela tem de ser tratada com corticosteróides intra-nasais. Além disso, muitos doentes com RA também sofrem de sinusite e o tratamento da RA é essencial para o controlo eficaz da sinusite.